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06/01/2011
20:11 - A Hora da Inovação
Após um ano positivo como o de 2010, no qual toda a indústria de shows e eventos cresceu com a enorme demanda de shows internacionais no território brasileiro, fica no ar uma pergunta: o que fazer para que 2011 seja ainda melhor?
 
Está mais do que claro que o mercado está em plena ascensão, o Brasil está no mapa dos grandes shows internacionais (até o fechamento desta carta já estão certas as apresentações de U2, Amy Winehouse, Iron Maiden, o Rock in Rio, entre outros) e público, neste país, não falta. Todos os fatores apontam para mais um ano excelente, entretanto, para aproveitar as oportunidades que estão em nossa porta, nós, profissionais do setor, temos que estar atentos e repensar o nosso modo de atuação.
 
Aumento de demanda implica no aumento da oferta. Ou seja, Neste ano, o público terá muito mais opções de shows e eventos para escolher. O valor dos tickets médios no Brasil é alto, os ingressos aqui são, comparativamente, mais caros que em praticamente todo o resto do mundo. E o fato é que nós ainda não oferecemos a mesma estrutura e atendimento das grandes arenas internacionais.

Por isso, a partir de agora, não poderemos mais depender exclusivamente da qualidade do artista, pois o público vai incluir no seu critério de escolha o evento, o produtor responsável, a qualidade do espaço, e vai poder comparar - e recusar - algumas de nossas ofertas, pois outras opções estarão disponíveis no mercado.
 
Será preciso produzir espetáculos muito melhores em todos os seus aspectos e entregar uma prestação de serviços muito mais planejada e de muito mais qualidade. O público finalmente vai perceber que o espetáculo começa desde o momento em que ele compra um ingresso e termina nas filas dos estacionamentos e nos congestionamentos das saídas dos shows. Isso vai passar a ser exigido de toda a organização.
 
Portanto, todas as partes que constituem a realização de um evento deverão procurar melhorar sua atuação:

 
As empresas que realizam vendas de ingressos deverão...
 
... reformular os seus processos administrativos e enxergar a crescente evolução das legítimas exigências do consumidor. Além disso, devem investir nas vendas de ingressos por celular, internet e cartão de crédito, seguindo a tendência mundial. 
 
O que já está acontecendo em alguns países do mundo fatalmente ocorrerá no Brasil: o consumidor vai migrar das bilheterias e pontos de venda - que hoje representam 50% de sua escolha – para opções de compra de ingressos que eliminem processos desgastantes e abusivos como as filas nas bilheterias e nos guichês de retirada de ingressos vendidos pela internet.


Para as empresas que realizam o controle de acesso...

 
... o desafio é planejar estruturas mais eficientes e seguras, encontrando tecnologias mais rápidas, que agilizem a entrada do público e que conversem com todos os tipos de ingresso existentes dentro de um evento (ingresso físico e impresso, via celular e via cartão). E tudo, absolutamente tudo, deverá ser pensado para ser muito mais rápido, ágil e confortável.
 
Além disso, todas as tecnologias de controle de acesso deverão ser acompanhadas de recursos de interatividade, que auxiliem o público e prestem serviços relativos ao evento, seja no ato da leitura de um ingresso, seja durante o espetáculo, ou até na saída.


Aos orgãos fiscalizadores...
 
... como o ISS, o Ministério do Trabalho, o Procon e o Ecad, caberá aumentar o rigor de suas ações e apoiar o uso de tecnologias que permitam o controle de todas estas novas tecnologias, eliminando o mal atendimento, a sonegação e as fraudes.


Ao produtor...

 
... caberá a tarefa de incentivar o público a aderir a estas novas tecnologias, agregando benefícios adicionais e oferecendo serviços exclusivos na compra de ingressos via celular, internet ou cartão de crédito. Esses recursos serão sinônimos de uma produção de melhor qualidade.
 
Não há dúvidas de que a proximidade da Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas de 2016 aquecerão ainda mais a indústria do entretenimento no Brasil e motivarão a entrada de recursos das grandes empresas. O desafio em 2011 é crescer e acompanhar a evolução do mercado, pois nos momentos de grande mudança o principal risco é o de se tornar obsoleto.
 
Os próximos anos serão desafiadores, motivantes e movimentados para o todo o setor de entretenimento. Mas temos uma grande lição de casa a fazer.
Portanto, mãos à obra e que venha 2011!


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